13 December, 2013

Replay


Despertei de um sonho bom
Alguns raios da manhã
Já batiam em meu rosto
Enquanto me negava
A abrir os olhos
E perder a imagem em minha mente
Deleitando-a com um sorriso singelo

Como uma fita rebobinada
Revi as lembranças mais genuínas
Teu abraço quente
A forma com que franzes os olhos quando sorri
Tuas mãos nas minhas entrelaçadas
A cor faminta de tuas retinas
A dor em meu peito após o último toque...

Levantei-me para a realidade voraz
Para o tempo que teima em permanecer fugaz
Pergunto ao tempo se a vida é mesmo roda gigante
Se devo esperar até o fim da canção
Se choro, ou me ponho a dançar no bloco da saudade
Se faço pazes com a solidão

Não sei se Chico certo estava
Em dizer que amores serão sempre amáveis
Ou se peço um suco ou um café
Tampouco saberei das andanças
Desse coração incerto e vagabundo

Porém afirmo
Que do âmago dessas convicções tolas
Na monotonia de meu louco cotidiano
Como toda boa música que sempre se repete
Inevitavelmente viveria tudo outra vez

(para ler ouvindo)

No comments: